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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Descobri a diferença

... entre as pessoas que gostam verdadeiramente de correr e as que correm porque é moda, porque os outfits são cada vez mais giros, porque faz bem à saúde, à pele, aos cabelos, aos flancos, isso tudo e mais uns trocos. Quem diz correr, diz qualquer tipo de exercício. E como vão vocês descobrir? Fácil! No dia de aniversário, perguntam à pessoa se vai correr. Aí descobrem que as que gostam, vão porque querem correr no SEU dia e as outras dizem: Achas?! Nem pensar, hoje é o MEU dia!! Faço o que me apetecer!

Se há 20 anos... não, se há 3 anos me dissessem que iria fazer parte do primeiro grupo, provavelmente estaria a rir até agora! Não, vocês não estão a perceber, no liceu, assim que pude safar-me das aulas de educação física, fi-lo, na altura permitiam a partir do 11º ano. Nunca fiz qualquer tipo de exercício e sempre me pareceu ter uma capacidade respiratória limitada, ficava logo cansada, também devido aos anos de cigarros e, lá está, porque nunca treinei a parte cardiovascular, mas agora correr faz parte da minha identidade. Estas são as minhas cenas: correr, tentar fazer os outros rir e escrever um blogue brutal :p. 

Não sei se consigo explicar o que é, mas traz muito equilíbrio, o exercício é fundamental para uma boa saúde mental, o estar ali só eu e a música a tentar superar a voz que diz "já estás cansada, é melhor parares" e fazer mais uns quilómetros, sentir os meus amigos a elogiarem-me incrédulos por não ir correr... de carro, o experimentar uma roupa ou sapatilhas novas, a sensação de realização depois de terminar e o mais importante, ouvir as buzinadelas dos camionistas .

Por isso, perguntem-lhe se vai correr no dia de aniversário! 



E falando em sapatilhas novas, não são lindas?


terça-feira, 14 de junho de 2016

Corrida #2

Sem se aperceber de nada, continuou a correr e a dizer para si própria "faltam só 2 km e depois o banho quente e o descanso merecidos". Naquele dia ia conseguir fazer 15 km, apesar do frio, do vento e de começarem a cair umas pingas de chuva. Era assim, mostrava a sua resistência quando as condições eram desfavoráveis e enchia-se de dificuldades quando os obstáculos eram mornos. Era assim na corrida e na vida.

Sentiu-se estranha, sentiu que algo não estava bem, olhou para trás com dificuldade, como sempre é fazer uma rotação quando se está a correr em esforço e viu o carro preto, muito perto de si, com os faróis desligados e a seguir muito devagar. Instintivamente, aproximou-se da berma da estrada de terra e tentou perceber se havia mais alguém por ali. Ao mesmo tempo, levou a mão ao spray de gás pimenta que trazia no bolso do casaco. Por correr sempre sozinha, sentia-se desprotegida e quando uns amigos foram de férias a Andorra, tinha-lhes pedido que lho trouxessem, principalmente para a proteger dos cães, que, como se sabe, não suportam pessoas a correr. Estranho, o que mais a assustava não eram psicopatas, mas sim cães a quererem rasgar-lhe a pele. Até ao momento nunca o tinha utilizado, já os tinha encontrado mas parava sempre e eles perdiam o interesse, portanto, não sabia sequer se o spray funcionaria, mas parecia-lhe que estava prestes a descobrir. 

Continuou a correr, numa tentativa de se convencer que estava tudo bem, que não havia razão para ter medo, só que o coração batia cada vez mais depressa. Pelo canto do olho percebia que o carro não parava nem a ultrapassava. "O que fazer? Corro mais rápido? Paro e corro na direção oposta?". Ainda tinha mais 1 km até chegar à rua principal, estava por sua conta a não ser que alguém aparecesse, mas olhando para a estrada não via ninguém. Voltou a colocar o spray no bolso, pegou, do outro bolso, o telemóvel, que media os quilómetros percorridos e a velocidade média da corrida e considerou ligar para o 112, mas sentiu que estava a exagerar, provavelmente não havia razão para tanto. Tentou o Pedro, pelo menos dir-lhe-ia o que estava a acontecer e ele ficaria a saber onde estava. Tarefa, aparentemente, simples se não estivessem abertas várias aplicações e se não estivesse a correr. Ainda conseguiu marcar o número mas já não disse nada, o telemóvel foi-lhe arrancado das mãos.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Corrida #1

Ela ia a correr, com os phones no ouvido, o cabelo apanhado no topo da cabeça e com o casaco vermelho todo fechado. O frio já era muito, já não dava para ir correr depois das 17.30h porque a noite começava a aparecer, maldito horário de inverno!
Ia sozinha, como gostava, assim não se preocupava em acompanhar o ritmo de outra pessoa nem obrigar-se a ir mais devagar. Pensava que aquelas calças pretas já eram finas demais, principalmente em dias como este, quando o frio parecia rasgar a cara, precisava de começar a usar as mais quentes.
Enquanto ouvia Macklemore & Lewis, sentiu um pico de energia para correr mais rápido, não se apercebeu das luzes de um carro que se aproximava, quantos sustos já não tinha apanhado dando-se conta dos carros só quando passavam mesmo ao lado. Mas desta vez foi diferente, o carro não passou, o carro apenas a seguiu.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Run/Playlist

Estas são algumas das músicas que fazem parte da banda sonora das minhas corridas.

Não sei por que até a correr preciso de querer cantar as músicas :P




Esta principalmente... ahahahahaha







E ainda esta que me dá o boost necessário quando já imploro (a mim própria) para parar!!