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quinta-feira, 21 de março de 2019

Meditação pelo Insight timer

Olá às 4 pessoas que estão a ler este post!!!


Já tinha referido por aqui que a ansiedade tem sido um grande desafio nos últimos anos, às vezes ganho, às vezes ganha ela. Já consultei psicólogos e li muitos livros que explicam todo o processo. De um modo geral, sinto-me mais serena, mas a verdade é que a ansiedade tem uma característica muito chata quando é mais intensa: parece sempre que é a primeira vez e leva-nos a querer fugir de qualquer situação que provoque as sensações assustadoras. E fugir ou evitar é o pior que se pode fazer, é como se disséssemos ao medo: "sim, embora sejas um idiota, chatinho e cheires mal da boca, tens razão, o que estás a dizer-me ao ouvido é verdade e o melhor é não voltar a meter-me num avião".

Atualmente, sinto que a ansiedade e o medo estão muito menos presentes e tal aconteceu por ter começado a fazer meditação. É como se a ansiedade não chegasse a níveis tão elevados, os de alarme, ela poderá aparecer, mas, naturalmente, não é tão marcante, não fico a tremer, com o coração acelerado, com aquela vontade de sair dali imediatamente, focada naquelas sensações. É uma onda mais pequenina, em vez do tsunami que anteriormente me inundava.

Sei que a meditação não é para todas as pessoas, ou melhor, até é, mas nem sempre estamos despertos para a receber, para que faça parte da nossa vida. Eu própria, tenho fases que não tenho qualquer vontade e é uma luta comigo própria (estou a passar agora uma fase dessas), mas aprendi que o que importa é começar, mesmo que sejam 3 minutos por dia. Não é ter a expectativa que se vai começar confortavelmente com 5 horas por dia, até porque para pessoas ansiosas, as primeiras tentativas são desafiadoras mas tudo melhora. Tenho a certeza que depois a mente vai querer mais e aqueles momentos em que sentimos que nada nos pode afetar têm tanta força que queremos repeti-los o mais possível. 

Como aprendi num artigo que li, o mais importante da meditação é o HAD, Hoje, Amanhã e Depois, fazer todos os dias, porque só assim criamos o hábito e só assim conseguimos sentir a sensação de serenidade que tanto desejamos. Encontrei a aplicação INSIGHT TIMER, que é gratuita e muito intuitiva, que me ajuda a encontrar meditações guiadas ou não guiadas, em função do que gostaria naquele dia, porque variar é muito importante para mim. Tem poucas meditações em português, mas em brasileiro (sim, eu sei que também é português, ok?!) tem uma infinidade de opções. Na minha experiência, a meditação na nossa língua materna é muito mais poderosa e embora perceba bem o inglês, há ali qualquer coisa que se perde enquanto o cérebro faz a tradução. Diz que:



Aquela dos 90 minutos... hum... não sei, até porque também não forma de ter a certeza que é o que se está a sentir, mas as restantes concordo completamente. Nada como experimentar, nunca se fica a perder!! 

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Ansiedade a quanto obrigas

Aceitar!! Aceitar é a chave!

Aceitar que se está ansioso, aceitar que a mente está a passar por dúvidas e incertezas, aceitar que a mente está a rever todos os cenários, reais ou imaginários, de perigo para nos oferecer uma solução que nos leve a porto seguro. Quem procurou informação sobre esta temática já leu, com certeza, que a mente reage da mesma forma seja o perigo real ou imaginário. Basta, numa mente ansiosa, um pensamento de possível perigo para serem desencadeadas as reações no sentido de voltar a encontrar a segurança. As sensações são as mesmas, aparecendo um leão ou uma aranha à nossa frente. Vou tentar explicar como e porque se desencadeiam estas reações.

já todos ouvimos falar do Sistema Nervoso Central (SNC) e do Sistema Nervoso Autónomo (SNA), se o primeiro é a parte mais racional, já o segundo é considerado o cérebro emocional que controla automaticamente as emoções negativas, digestão, nível de temperatura, fluxo sanguíneo e muitas outras funções. As responsabilidades do SNA podem dividir-se em duas partes, a diversão e o medo, as quais estão em competição, isto é, não é possível senti-las simultaneamente, como facilmente podemos concluir se pensarmos no modo como vivenciamos as experiências.

Quando a parte do medo está pouco ativada sentimos um ligeiro incómodo, mas quando a sua ativação é muito intensa, o modo escape/luta é desencadeado e é aqui que sentimos as sensações de coração acelerado,  hiperventilação, nó no estômago, dor no peito, dor de cabeça ou musculatura tensa, todos nós já passámos por isso e sabemos bem o que é. É uma função essencial que nos permite sair do trajeto de um obstáculo em movimento, saltar por cima de um buraco que aparece no meio do caminho ou evitar uma queimadura maior ao afastar, automaticamente, a mão da fonte de calor. O grande problema é que o nosso cérebro, nesse modo ativado, entende todos os perigos como reais e não tem a capacidade de distinguir os que não são. Acredita e fica alerta a todos os pensamentos, por mais irreais ou irracionais que sejam. Por isso sentimos o apelo de fugir quando vemos uma cobra dentro de uma caixa segura, uma aranha no quarto ou estamos num sítio alto mesmo que dentro de um edifício. Quando estamos perante um perigo real ou um medo que criámos, um perigo imaginário, a parte racional (SNC) vai pela janela e o SNA toma conta do corpo, por mais que pensemos que não há razão para tal, a mente já entendeu o perigo como real e despoleta, exatamente, as mesmas sensações e é este estado o que se chama de ansiedade, cujo expoente máximo se verifica nos ataques de pânico. Imaginem que o nosso medo é perder o controlo e fazer algo que nos envergonhe, ter um ataque cardíaco ou ficar sem ar, se estivermos num sítio fechado, como um elevador, e a nossa mente começar a pensar que é possível os nossos medos se materializarem, lembrem-se que a nossa mente o que sabe fazer é gerar infindáveis pensamentos, adivinhem o que vai acontecer...

A boa notícia é que nem todos temos estes medos, por mais que tente, nunca vou ter um medo irracional de ratos ou do mar, tal como muitas pessoas não terão os meus, sorte a vossa ;). A outra boa notícia é que há estratégias que ajudam a desconstruir o desencadeamento do processo e, assim, diminuem a intensidade do que se sente. Tudo começa por perceber o que se está a passar na nossa mente e corpo. Há psicólogos, há medicação, há livros, este por exemplo e há meditação, como tenho falado por aqui. O importante é perceber quais são as estratégias mais adequadas para cada um de nós. É, igualmente, essencial procurar ajuda o mais cedo possível, será muito mais eficaz para reverter o que foi aprendido como medo. É pena ainda haver tanto preconceito à volta destas questões quando há tantas, tantas pessoas a sofrerem com ansiedade pelo mundo fora.

Com a meditação, aprendi a ouvir o corpo e a tentar perceber onde se alojavam as sensações mais intensas, comigo é na barriga. Aprendi uma lição muito importante: aceitar o que se está a sentir, seja muito bom ou muito mau, o facto de aceitarmos reduz imediatamente a intensidade. Se consigo aceitar sempre e ao primeiro sinal de ansiedade? Claro que não, mas até isso tenho que aceitar, é uma aprendizagem até lá chegar. Aceitar que estamos em modo de alerta, aceitar que muitas pessoas não vão entender porque, felizmente, não vivem com isso, aceitar que, infelizmente, muitas pessoas percebem exatamente. Aceitar que perante um perigo, a mente vai querer comandar o corpo a seguir o que entende como melhor opção, acreditar que podemos não adotar nenhuma das opções. Aceitar que não se está a gostar mesmo nada do estado de ansiedade que caiu em nós, acreditar que é passageiro, acreditar que tudo ficará sereno, porque fica sempre, ouviram, SEMPRE!

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Meditação e atenção plena



Durante o tempo que li este livro, ou melhor, segui este programa de 8 semanas fui escrevendo algumas notas para me recordar delas em momentos de maior tensão. 

  • Os pensamentos são apenas isso, não são factos
  • Tentar distinguir o que são pensamentos e o que são as sensações físicas associadas
  • Os pensamentos sem estarem acompanhados pelas sensações físicas são muito menos assustadores e intensos, são apenas pensamentos
  • Tentar atuar mais ao nível das sensações e tentar menos ignorar os pensamentos
  • Criar o hábito de apreciar as pequenas e grandes coisas da vida
  • Sair da rotina, nem que seja para dar um passeio de 20 minutos a pé e apreciar o que se vê, ouve e sente.
  • Olhar para tudo com interrogação/surpresa, como uma criança (Ok, esta não é fácil)
  • Aceitar os pensamentos e as sensações como são (nada, nada fácil quando a última coisa que queremos é sentir o que está a acontecer)

Longe de mim achar que sei muito sobre a meditação, sei mesmo muito pouco mas se há algo que senti durante as meditações foi que aquilo que nos perturba tem uma reação imediata no corpo, por vezes o fluxo é o oposto, sem nos apercebermos que uma ligeira alteração no corpo vai gerar angústia. E estes processos estão tão enraizados que é mesmo difícil quebrar com eles. Em mim sinto quase tudo na barriga e em situações mais intensas também nas pernas e braços.

Deixo aqui uma frase da meditação 4 que acho que faz muito sentido:

"A quietude profunda que tanto buscamos não surge porque o mundo está parado ou porque a mente está serena. A quietude é alimentada quando permitimos que as coisas sejam como são, no momento em que estamos"


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Ler, já!!!

Acontece-me muitas vezes, decido comprar alguma coisa, então faço uma busca desenfreada e obsessiva na internet para perceber em que loja e qual o preço mais económico a que posso comprar, mesmo que seja uma coisa tipo limas para as unhas que acabo por comprar no e-bay a 0,98€. Depois o que acontece? Ficam lá as coisas sem usar durante tempos infinitos (por acaso no caso das limas isso não aconteceu :p). Vamos ver se acontece o mesmo com este livro (e eu adoro ler!) que comprei na Fnac, depois de ler este post da A Single Tear, quero ver quanto tempo vai passar até começar a lê-lo…





PS – Sim, eu sei que a Fnac está longe de ser uma opção económica mas houve uma promoção de livros no sábado, mesmo a calhar :)